A música que tira do prumo, a epilepsia musicogênica

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V., uma jovem de 19 anos, pela primeira vez, sentiu um sublime êxtase ao ouvir música. Um pouquinho antes, folheava o cardápio à mesa de um restaurante, junto a seus pais. Havia uma canção executada despretensiosamente, a cumprir seu papel de fundo. Tudo previsível e tranquilo, até um solo de piano captor toda a atenção da moça. O som foi amplificado nos ouvidos dela, o resto ao redor ficou desfocado, sua mente sintonizava em harmonia apenas as notas musicais. Durou pouco, V. sentia um gosto estranho, mas um cheiro horrível. Estes sentidos, sem sentidos, também breves, foram substituídos por agulhadas percebidas a esquerdo em seu corpo.

Na sequência, ela teve a terrível impressão de que perdia sua vida, quando finalmente caiu, inconsciente, com o corpo em espasmos. Acordou minutos depois, lentamente. Ainda sem compreender o que acontecera, ela cedeu a uma avassalante necessidade de chorar. Chorou um choro bom, achou que as lágrimas a restabeleceram. Recuperada, a jovem foi levada a um hospital próximo. Lá, lhe disseram que o açúcar no sangue caíra demais, um risco enfrentado por diabéticos como V. A jovem estava em jejum e havia aplicado insulina, no horário de costume.
Leia mais (05/09/2022 – 10h27)

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