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A escola é um instrumento de formação humana e de cidadania. É nela em que se constroem também as primeiras experiências de relações sociais fora do ambiente familiar. Essa é uma questão significativa e, na maioria das vezes, determinante, para as periferias urbanas e rurais brasileiras, onde a aposta na educação torna-se o carro-chefe do sonho de fugir da pobreza e da fome para milhares de famílias.

E justamente esses dois fatores, a pobreza e a fome, ampliam-se diante de um governo tomado pelo culto à personalidade boçal de um presidente militar. Nesse mesmo Brasil, com mais de 14,4 milhões de desempregados, em que diversas instituições e movimentos sociais e populares lutam contra a fome, a educação não é vista como um espaço de promoção humanitária e cidadã. No governo Bolsonaro, há uma hostilidade generalizada, que inclui a pasta de Educação, mas que não se encerra nela, ao papel do Estado como agente que promove políticas públicas para ampliar o acesso de minorias sociais e raciais à ascensão sócio-econômica, à participação política e democrática. O Estado é usado como fortaleza de autodefesa do poder e do privilégio em relação a conquista pelas minorias do mínimo de dignidade e de presença em espaços que apenas a elite branca costumava estar.
Leia mais (09/08/2021 – 13h33)

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